Artigos

Educação de Pacientes em Precauções Específicas: uma Análise do Contexto em Hospital Universitário.

Luize Fábrega Juskevicius, Maria Clara Padoveze, Stephen Timmons

DOI:
ISSN 2316-5324
Ano de publicação:
2020

Introdução: Precauções especiais destinam-se a prevenir a transmissão de patógenos nos ambientes de saúde e podem exigir o isolamento do paciente. Pacientes internados em tal situação estão sob risco de eventos adversos relacionados ao isolamento. Anteriormente, desenvolvemos um protocolo para apoiar o engajamento do paciente com o objetivo de minimizar sua vulnerabilidade a esses eventos. Procuramos compreender o contexto na fase de pré-implementação. Objetivos: identificar barreiras e facilitadores para a implementação de orientações para comunicação efetiva entre profissionais de saúde e pacientes internados em precauções específicas. Métodos: estudo qualitativo com observação não participante em duas enfermarias de um hospital universitário. Realizou vinte horas de observação, focadas nas interações entre profissionais de saúde, visitantes e pacientes. O Consolidado para pesquisas de implementação (CFIR) foi usado para a análise de dados. Resultados: Ambiente interno: o ambiente apresentou estrutura física adequada para prevenção de infecção, incluindo protocolos de prevenção de infecção. A cultura organizacional foi favorável à aceitação de abordagens inovadoras. Encontramos vários espaços de interação entre profissionais de saúde, pacientes e visitantes. No entanto, a comunicação eficaz ocorreu mal entre os indivíduos. Não havia procedimentos operacionais padrão para a educação do paciente; portanto, esse processo apoiou-se em iniciativas individuais. Indivíduos: foram diversos os atores no contexto: médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, alunos, professores, pesquisadores, cuidadores, visitantes e policiais. Os profissionais de saúde apresentaram adesão parcial às medidas de prevenção de infecções. Discussão: a avaliação do contexto identificou facilitadores relevantes, como estrutura física adequada e cultura institucional. Como principais barreiras, identificamos a falta de planejamento sistemático para a educação do paciente e lacunas nas medidas de prevenção de infecção, o que pode minar a confiança dos pacientes no pessoal de saúde. Palavras-chave: precauções universais, educação em saúde, enfermagem, participação do paciente, comunicação

Vulnerabilidade dos pacientes quanto às precauções específicas para doenças infecciosas.

Luize Fábrega Juskevicius, Maria Clara Padoveze

DOI:
10.5205/reuol.9681-89824-1-ED.1004sup201622
Ano de publicação:
2016

Objetivo: identificar se o conceito de vulnerabilidade vem sendo utilizado para discutir a abordagem dos pacientes em precauções específicas. Método: estudo descritivo, exploratório, a partir de revisão narrativa de trabalhos que abordam precauções, engajamento do paciente e vulnerabilidade, publicados em bases de dados eletrônicas. Resultados: a vulnerabilidade pode ser influenciada por fatores como: conhecimento; percepção; e engajamento do paciente. O conceito de vulnerabilidade em sua dimensão individual pode ser empregado no contexto das precauções específicas para buscar a autonomia do indivíduo e renovar as práticas de saúde. Nesta busca bibliográfica não foi localizado qualquer estudo que utilizasse o conceito de vulnerabilidade como quadro de referência para manejo das precauções. Conclusão: a literatura sobre o conceito de vulnerabilidade aponta potencial uso deste referencial teórico para apoiar intervenções visando a melhoria na adesão às precauções específicas, pois favorece uma abordagem centrada nas necessidades dos indivíduos. Descritores: Vulnerabilidade em Saúde; Precauções Universais; Acesso à Informação; Participação do Paciente.

O Jaleco é um EPI? - Uma questão de conceitos

Vannila Cristina Souza, Maria Clara Padoveze

DOI:
Ano de publicação:
2017

O presente artigo busca responder a polêmica questão acerca da utilização adequada do jaleco como um item de identificação profissional, bem como o avental como um equipamento de proteção individual, visto que no Brasil, há uma questão semântica que impede o emprego adequado deste item de vestimenta, muito comum dentro das instituições de assistência à saúde.